Em abril, Giselle Dall Cortivo subiu ao palco do 22º SUESC, em Florianópolis, com uma pergunta direta para as lideranças do Sistema Unimed presentes no evento: o seu laboratório contribui de forma estratégica para a sustentabilidade da cooperativa — ou está financiando quem compete com ela?
A apresentação Eficiência Laboratorial em Escala partiu de um dado aparentemente simples: exames laboratoriais representam menos de 5% dos custos totais da assistência em saúde, mas definem 70% das decisões médicas. Um ativo subutilizado do ponto de vista estratégico.
O problema começa quando esse ativo é terceirizado para laboratórios comerciais que, por trás do serviço prestado, integram ecossistemas que competem diretamente com as Singulares — Fleury com Bradesco Saúde, DASA com Amil, Rede D'Or com SulAmérica. Cada exame encaminhado para fora é receita que sai do sistema cooperativo sem retorno.
O Modelo Mercomax foi construído para inverter essa equação. Nascido da crise sanitária de 2020, quando a dependência externa ficou escancarada pela demanda por PCR, o Mercomax foi estruturado desde o início com foco em cashback direto e geração de valor retido ao Sistema. Os números confirmam a tese: 21% de redução média nos custos operacionais das Singulares parceiras, já com apenas 10% do volume potencial encaminhado. A projeção com adesão integral dos 38 laboratórios mapeados nos estados de SC, PR e RS é de R$ 20 milhões em economia anual.
O SUESC foi mais um palco para mostrar que esse modelo funciona — e que o futuro pede racionalidade.




















