O webinar, conduzido por Fernando Berlitz e Thaís Conci, trouxe uma reflexão essencial sobre como a qualidade analítica vai muito além do simples cumprimento de controles no laboratório clínico.
O ponto de partida foi a ideia de que qualidade é atender às necessidades do paciente e do médico, garantindo resultados confiáveis para decisões clínicas. Para isso, é fundamental compreender e definir especificações de qualidade: qual é a variação máxima aceitável em um exame sem comprometer a interpretação médica?
Foram discutidos os tipos de erros analíticos – imprecisão, inexatidão e erro total – e como diferentes fontes (variação biológica, protocolos de especialistas, regulamentações e dados de fabricantes) podem levar a metas distintas para um mesmo analito. O desafio está em encontrar um equilíbrio realista, que permita melhorar processos sem inviabilizar a rotina.
Outro destaque foi a importância do monitoramento inteligente: olhar além do “passou/falhou” e analisar tendências nos controles, investigando causas-raízes em vez de aplicar apenas correções superficiais.
A metodologia Six Sigma foi apresentada como ferramenta poderosa para medir o desempenho analítico, mas com a ressalva de que a métrica só é relevante quando associada a informações clínicas e ao nível de decisão médica.
Também foram abordadas estratégias de controle da qualidade (CQ), mostrando que é possível adotar tanto regras-padrão quanto estratégias customizadas por ensaio, de acordo com o desempenho real do método.
Por fim, reforçou-se que a cultura da qualidade é sustentada por três pilares:
• Pessoas competentes e comprometidas.
• Processos padronizados, documentados e continuamente avaliados.
• Tecnologia adequada que apoie a segurança e a eficiência.
A mensagem final foi clara: qualidade analítica não é um objetivo pontual, mas uma jornada contínua de melhoria que deve estar no DNA da organização.




















