O Julho Amarelo é a campanha nacional de conscientização sobre as hepatites virais, instituída no Brasil pela Lei nº 13.802/2019, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento dessas infecções. Segundo o Ministério da Saúde, as hepatites virais representam um importante desafio de saúde pública, especialmente porque muitas pessoas permanecem assintomáticas por longos períodos, descobrindo a infecção apenas após o surgimento de alterações hepáticas ou durante exames de rotina.
Embora grande parte das ações de conscientização esteja voltada à identificação da doença, o cuidado com as hepatites virais não se encerra após o diagnóstico. Para os pacientes com infecção crônica, o acompanhamento clínico e laboratorial contínuo é fundamental para avaliar a evolução da doença, a resposta ao tratamento e o risco de complicações.
O caminho pós-diagnóstico: cura vs. controle
As hepatites B e C possuem características distintas e exigem estratégias específicas de acompanhamento.
Na hepatite C, os avanços terapêuticos com os antivirais de ação direta (AAD) modificaram significativamente o prognóstico dos pacientes, possibilitando taxas de resposta virológica sustentada superiores a 95%, conforme descrito em diretrizes nacionais e internacionais. Entretanto, pacientes que apresentavam fibrose avançada ou cirrose antes da eliminação do vírus permanecem com risco aumentado para complicações, incluindo o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular, sendo indicada a manutenção de vigilância periódica.
Na hepatite B crônica, a eliminação completa do vírus é menos frequente, e o principal objetivo do tratamento é reduzir a replicação viral, controlar a inflamação hepática e prevenir a progressão para cirrose e outras complicações. Dessa forma, o acompanhamento regular da carga viral, dos marcadores de atividade da doença e da função hepática é essencial para orientar a conduta médica.
O painel hepático: traduzindo a saúde do fígado em números
Para o médico hepatologista ou infectologista, os exames laboratoriais funcionam como os olhos que enxergam o que acontece dentro do fígado. O chamado painel hepático é o conjunto de exames bioquímicos que avalia diferentes aspectos da saúde do órgão:
1. Marcadores de Lesão Celular (Integridade)
TGO (AST) e TGP (ALT): São enzimas presentes dentro das células do fígado (hepatócitos). Quando essas células sofrem lesão ou inflamação causada pelo vírus, as enzimas “vazam” para a corrente sanguínea. Níveis elevados de TGO e TGP são sinais claros de inflamação ativa.
2. Marcadores de Fluxo Hepatobiliar (Colestase)
Gama-GT (GGT) e Fosfatase Alcalina (FA): Avaliam a integridade das vias biliares. Alterações nesses exames ajudam a identificar se o fluxo da bile está obstruído ou se há um comprometimento mais amplo dos canais do fígado.
3. Marcadores de Função de Síntese
Bilirrubinas, Albumina e Tempo de Protrombina (TAP/RNI): Diferente das transaminases (que mostram se há destruição de células), estes exames medem a capacidade de trabalho do fígado. Eles avaliam se o órgão ainda consegue produzir proteínas essenciais (como a albumina) e fatores de coagulação adequadamente. São fundamentais para distinguir um fígado estável de um que está entrando em descompensação.
Para que esse monitoramento de longo prazo seja seguro e eficaz, a precisão do laboratório não pode deixar margem para dúvidas. No Mercomax, oferecemos um suporte totalmente integrado para o paciente com hepatite crônica:
• Bioquímica Avançada: Para o acompanhamento rigoroso das funções do fígado.
• Sorologia de Alta Sensibilidade: Exames imunológicos precisos para detecção de antígenos e anticorpos.
• Biologia Molecular de Ponta: Testes de PCR quantitativo rápidos e extremamente sensíveis para contagem de carga viral.
Toda essa estrutura é validada pela Acreditação PALC (Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos) em todos os processos. Isso garante que cada resultado entregue ao paciente e ao médico assistente siga os padrões mais rígidos de qualidade e segurança do país.
No cuidado das hepatites virais, o diagnóstico abre a porta, mas é o acompanhamento laboratorial constante que mantém o paciente do lado seguro dela.
Se você já possui o diagnóstico ou acompanha um paciente, lembre-se de que a rotina de exames é a sua maior aliada. Converse com o seu médico e conte com o Mercomax para realizar o seu painel hepático e exames de monitoramento com a precisão que a sua saúde exige.




















